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Você sabia que existem unicórnios no Brasil?

Atualizado: 21 de nov. de 2020

Por Matheus Azevedo de Paula


Na mitologia, o unicórnio é um animal que apresenta a forma de um cavalo, normalmente de pelos brancos, e com um único chifre em sua cabeça. A imagem desse animal mitológico é associada à representação de força e pureza. Apesar do quão fascinante seria a existência desse animal mitológico em terras tupiniquins, não é deste tipo de unicórnio que trata esse texto.


No mundo dos negócios, o nome “unicórnio” é dado a empresas de tecnologia, startups, que alcançam a marca de US$ 1 Bilhão de Market Cap, ou seja, valor de mercado. O termo foi criado pela investidora americana Aileen Lee para expressar a singularidade dessas empresas, visto que grande parte das startups declaram falência em poucos anos. Um estudo¹ recente feito em 2016 pela aceleradora paulista Startup Farm concluiu que 74% das startups brasileiras fecham em até 5 anos.


Os unicórnios brasileiros


Em 2018, cinco startups brasileiras alcançaram essa grande façanha: 99, Movile, Nubank, Pagseguros e a Stone Pagamentos. A expectativa é que, em 2019, mais startups ultrapassem a barreira bilionária.


A 99 é uma startup brasileira fundada em 2012 por Ariel Lambrecht, Renato Freitas e Paulo Veras. Sua atuação é no setor de transporte e tem como missão torná-lo mais barato, rápido e seguro para o passageiro, além de fornecer para os motoristas um dia a dia mais rentável por meio da tecnologia. No início de 2018, a startup foi comprada pela plataforma chinesa de transporte Didi Chuxing. Apesar dos valores de compra não terem sido revelados, a empresa chinesa avaliou a 99 em mais de 1 bilhão de dólares.


A Movile é uma startup líder em marketplaces móveis. O nome, apesar de pouco conhecido, se destaca por ter o controle do iFood, startup brasileira de entrega de alimentos, reconhecido como o maior player no mercado brasileiro desse serviço. Recentemente, a empresa recebeu um aporte de 500 milhões de dólares, liderados pela própria Movile, Naspers e Innova Capital. De acordo com o CEO da Movile, Fabricio Bloisi, em uma entrevista² feita ao Época Negócios no final do passado, ambas empresas já teriam alcançado a marca bilionária.

O Nubank, a primeira fintech da nossa lista, conhecida cada vez mais pelo seu cartão roxo, provou ser possível criar um serviço de cartão de crédito de qualidade, sem taxas abusivas e transparente com os clientes. Em março de 2018, a Nubank se consagra ao posto de animal mitológico, após a sexta rodada de investimento de 150 milhões de dólares, que contou com a participação da DST Global e outros investidores não divulgados. A empresa, fundada em 2013 por Cristina Junqueira, David Vélez e Edward Wible, recentemente anunciou as funções de débito e saque para a NuConta.

O PagSeguro é uma startup de meios de pagamentos e pertence ao UOL. A empresa foi pioneira no Brasil no segmento de meios de pagamento pela internet, e oferece soluções tanto para lojas virtuais quanto para os estabelecimentos comerciais presenciais por meio das suas famosas “maquininhas”. Em janeiro do ano passado, a empresa levantou mais de 2 bilhões de dólares em sua IPO, oferta pública inicial de ações, na bolsa de Nova York.


A Stone Pagamentos também é uma startup com foco nos meios de pagamentos. Seu enfoque é na venda das máquinas de cartão, garantindo eficiência a entrega das máquinas além de estabelecer atendimento próximo e eficiente, evitando os famosos “robozinhos”, consultores comerciais que realizam visitas regulares aos estabelecimento. Recentemente, a startup levantou, em uma IPO na bolsa norte-americana Nasdaq, 1,5 bilhões de dólares, atingindo também a marca de unicórnio. O seu controle é dado pelos fundadores André Street e Eduardo Pontes, e entre os acionistas, se incluem os sócios da 3G Capital, dentre eles Jorge Paulo Lemann, homem mais rico do Brasil, e a Madrone Capital, empresa de investimentos americana que administra parte da fortuna da família Walton, sócia majoritária da Walmart.


Fontes:

¹https://epocanegocios.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2016/07/74-das-startups-brasileiras-fecham-apos-cinco-anos-diz-estudo.html

²https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2018/11/ifood-recebe-us-500-mi-na-maior-rodada-de-investimentos-de-uma-startup-brasileira.html


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